Se para Schlegel e seus companheiros “a filosofia é decerto nada senão a História da Filosofia“, falar de arte e literatura hoje é entrelaçar uma lista de artes e literaturas, tempos e histórias. Nesta edição, mais do que em qualquer outro momento, a revista pequena morte. reflete essa tecitura de linguagens ao trazer, diretamente da [...]
luis maffei
LER A MENSAGEM, HOJE POIS SEMPRE
recensão à edição da Mensagem, de Fernando Pessoa, “preparada segundo o exemplar de 1934 corrigido pelo punho do poeta”. Organização de Cleonice Berardinelli e Mauricio Matos. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008.
O tempo é o que nos conforma. Conformados pelo tempo, pelos tempos, vamos, os humanos, numa lida perene [...]
ricardo pinto de souza
6. Delicadeza. Em “Canção da torre mais alta” Rimbaud escreve dois versos famosos, possivelmente seus mais conhecidos, talvez dos mais conhecidos de qualquer poeta, “Por delicadeza/ perdi minha vida”. Como tudo em Rimbaud esta declaração se refere a vida, a linguagem, a história, seu objeto é aquele arquétipo meio nublado que é [...]
Obra de Lygia Fagundes Telles publicada em 1954, Ciranda de Pedra mostra a trajetória de Virgínia da infância até o começo da vida adulta. Na primeira parte, vemos a angústia de três personagens – Virgínia, seu padrasto Daniel e a ajudante Luciana – em relação a Laura, mãe de Virgínia, que gradualmente vai perdendo a [...]
O texto abaixo foi traduzido do francês por Ana Ferreira Adão.
Sim, um beat de rap pode abalar as fundações da música moderna e nos dar a impressão de derrubar um prédio de trinta andares. Em “Moonshine”, de Kill The Vultures, o prédio em questão é escoltado por um velho trompete corroído pela decadência urbana. E [...]
Meu caro leitor! Dei-vos a história completa das minhas viagens durante o período de seis anos e sete meses. Procurei nesta narrativa ser mais verdadeiro e sincero do que elegante e florido. É possível que tudo quanto vos referi seja por vós levado à conta de histórias ou invenções, atendendo a que se vos não [...]
liana carreira traduz pela primeira vez esta carta de mallarmé para henri cazalis, de 1864.
pelas mãos de rafa de oliveira e de alexandre bonfim, imagens e palavras se misturam num ensaio em que a história e o cotidiano se unem pela fotografia.
É essa a minha herança, a minha divisa.
Aceitar do novelo a linha, um catálogo
dos nomes, datas, barcos que me levam
para atrás das promessas e do esquecimento.
em entrevista ao poeta — e também nosso colunista — luis maffei, a professora rosa maria martelo fala de seus estudos em literatura portuguesa contemporânea e da sua relação com a novíssima poesia que tem sido feita em portugal.