editorial
Se para Schlegel e seus companheiros “a filosofia é decerto nada senão a História da Filosofia“, falar de arte e literatura hoje é entrelaçar uma lista de artes e literaturas, tempos e histórias. Nesta edição, mais do que em qualquer outro momento, a revista pequena morte. reflete essa tecitura de linguagens ao trazer, diretamente da França, Michäel Patin, que, mais do que simplesmente resenhar, nos desenha o conjunto de sensações causado por um disco de rap que chega como “hunos na planície” da música moderna.
Do novo ao velho, por Luis Maffei e Ricardo Pinto de Souza mergulhamos na continuidade desse jogo de sentir: de seus textos emergem dois pilares da poesia ocidental — Pessoa e Rimbaud —, que nos preparam para o mergulho de Mallarmé por Mallarmé, em carta a Henri Cazalis traduzida por Liana Carreira, e para a rede de leituras formada por Lygia Fagundes Telles, o gótico e Mario de Sá-Carneiro. Se são diversos os caminhos e cruzamentos da literatura, pelos caminhos e cruzamentos da História somos levados pelas fotografias e texto de Alexandre Bonfim e Rafa Oliveira.
No meio de tantos confrontos, quem ganha (se perde ou se angustia) é o leitor. O que nos resta senão nos deixar envolver por esse novelo de vidas?
os editores.
