editorial
Em alguns dias começa a primavera. Em um mês, a pequena morte. se faz livro. Não, não deixaremos de ser o que somos, uma revista que, na virtualidade, funda fortes, graças a quem nela escreve, espaços de real e de possíveis novos e verdejantes. Mas seremos também uma poética antologia, que contará com a participação de todos os poetas que estiveram em nossos 13 números, cada um apresentado por um crítico. Um dos poetas, Sebastião Edson Macedo, vem nesta edição. Um dos críticos, Celia Pedrosa, vem nesta edição – mas, aqui, dizendo da antropofagia que mora em diversa prática poética.
Antropofagia e acumulação: Brian Gordon diz-nos de crítica textual e genética; Cláudia Sampaio [1], de Ferreira Gullar: o “preço do feijão”, do alimento. A natureza, valor supremo, supremo estatuto, a informar que o tempo muda, que as flores assomam, que a pequena morte será também livro. Mas, antes, segue revista, segue com nossos colunistas a promoverem uma continuidade (acúmulo? antologia?) de pensamento, e com imagens de Goa pela mão (e coração) de Evandro Domingues, que lá esteve. Estamos nós, agora, também.
Além disso, nos unimos em uma mesa redondíssima com Luiz Costa Lima, entrevistado por dezesseis prestigiosos intelectuais a partir duma iniciativa de Dau Bastos. É bom estar com pensadores assim, é bom vivenciar o rigor e a vivacidade de um dos grandes literatos brasileiros. Brasileiro não é Arthur Schnitzler; por isso, seu conto “América” é traduzido por Guilherme da Silva Braga para esta edição. Breve conto de sonho, com árvores ao fundo e livro na mão: em um mês a pequena morte. será livro. E que a revista, ela sempre, viva até poder ser uma espécie de pessoal biblioteca.
NOTA
[1] Responsável, aliás, por uma bela matéria sobre nossa revista: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/internet/sitedavez/0121.html
os editores.
