“O chão é um atlas das viagens que eu faço”, afirma Nuno Júdice em entrevista a Ida Alves e Luis Maffei. Como chão, o poeta tem a <em>ponte</em> entre passado e presente, forma poética que reúne o cotidiano. Não podemos dizer se o autor acredita ser apenas dos poetas a edificação de tamanho piso, mas [...]
salmo dansa nos apresenta imagens cecilianas, entre a imaginação e a memória.
nesta edição, audemir leuzinger nos traz quatro poemas de sua autoria.
I
Adelina, desnorteada protagonista de “Os sapatinhos vermelhos”, de Caio Fernando Abreu, movida pela cólera produzida ao término de um relacionamento afetivo, decide sair de sua casa para satisfazer seus desejos e preencher suas ausências subjetivas. Um espaço de variedades múltiplas, atraentes cardápios, opções de degustação, gôndolas de afeto, uma composição de fumaça, uísque, pouca iluminação: [...]
Somente enquanto criadores podemos destruir! – Mas não esqueçamos também isto: basta criar novos nomes, avaliações e probabilidades para, a longo prazo, criar novas “coisas”. [1]
O problema posto naquele que ficou conhecido como O mais antigo programa sistemático do idealismo alemão é o da humanidade, ou melhor, o de um projeto de humanidade. E [...]
ricardo pinto de souza, entre ópios, solidões e desintoxicações.
luis maffei resenha mais espesso que a água, de luís quintais.
hugo langone traduz “the rival”, de sylvia plath.
nuno júdice, em entrevista a ida alves e luis maffei, fala sobre os caminhos de sua poesia.
Paixão, via-crúcis, noite, corpo. Signos com os quais me deparo no primeiro instante em que tomo à mão um texto de Clarice Lispector. O que dizem estes signos? A primeira coisa que afirmam é que não são apenas signos, são símbolos que se reatualizam enquanto realidade viva e presente, na ficção e na vida. Comecemos [...]